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Diário do Vereador

28/05/2020
Comparação de inquérito do STF com a nazista Noite dos Cristais é uma afronta à democracia!
Estarrecido com mais uma postagem do ministro da (des)educação, Abraham Weintraub, comparando a Noite dos Cristais com o inquérito do STF, que está apurando as ações do chamado “gabinete do ódio”, que produz Fake News contra seus adversários , contra as instituições e contra a democracia. A Noite dos Cristais foi um dos episódios mais tristes do início da perseguição nazista aos judeus. Durante uma noite, em 1938, grupos paramilitares nazistas e seus simpatizantes massacraram centenas de judeus pelas ruas da Alemanha e destruíram mais de 250 sinagogas.Na decisão de ontem, a Polícia Federal (a mesma que o presidente Bolsonaro aplaudiu na véspera) realizou buscas na casa de deputados e empresários ligados ao gabinete do ódio. Tudo dentro da lei, todos com direito de defesa, sem nenhuma violência ou arbitrariedade. Como comparar essas duas situações?!?! Esse ministro da (des)educação, aliás, já é reincidente. Em seus antecedentes criminais mais recentes, já comparou o isolamento social ao nazismo, como se a ciência, os governos no mundo inteiro quisessem prender as pessoas em casa para puni-las e não para protegê-las.E ainda soubemos, na semana passada, que, em plena reunião ministerial, ele chamou os ministros do STF de vagabundos e queria prendê-los, além de admitir que odeia os povos indígenas. Não contente com tamanhos disparates, agora ele quer comparar um processo totalmente legal, realizada com todas as garantias da lei, com uma ação bárbara praticada por um regime genocida contra uma minoria. Quer tentar reescrever a História e zombar de um dos períodos mais vividos pelo povo judeu no século passado?!?! Senhor Weintraub! O senhor foi longe demais! Não existe nada mais diferente dos guetos e dos campos de concentração do que o atual isolamento social. Da mesma forma, nada mais distinto do que a ação de milícias contra cidadãos indefesos e uma operação da Polícia Federal, feita com todas as garantias do devido processo legal. Guetos e campos de concentração eram fábricas de doenças e mortes. O isolamento atual é exatamente o contrário: uma tentativa de preservar a saúde e de salvar vidas. Grupos para-militares e simpatizantes violentos queriam a eliminação física. A investigação da CPI das Fakes, o processo no STF e a operação da Polícia Federal buscam apenas a Justiça. São instrumentos legais, de um Estado democrático de Direito.Como descendentes de judeus, que abandonaram seus lares por causa do nazismo, me sinto agredido, ofendido e insultado por mais uma comparação absurda. Peça para sair, senhor Weintraub, o senhor já envergonhou demais o país, o ministério e todo o povo judeu. O senhor está do lado da morte. Nós estamos do lado da vida.
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26/05/2020
ARTIGO - Tecnologia, pandemia e meio ambiente
Para compreender como as sociedades se organizam, precisamos olhar para a evolução da ciência e da tecnologia e sua aplicação na produção e distribuição de bens e serviços. A tecnologia não é boa ou ruim por si, mas seu desenvolvimento pode ser movido por intenções e para objetivos diversos – e seu uso pode gerar impactos sociais e ambientais positivos ou negativos. É possível, por exemplo, desenvolver estudos científicos para criar produtos sustentáveis (como o recente exemplo de um adesivo à base de semente de mamona desenvolvido por uma pesquisadora) ou, então, para criar agrotóxicos ou modelos de produção agrária cada vez mais agressivos. E o que as cidades têm a ver com isso? Embora essa discussão pareça estar longe da nossa realidade urbana, restrita aos territórios rurais, a verdade é que integramos todos um só sistema e que campo e cidade estão, no fundo, conectados: o que é feito em um, afeta o outro. É por isso que estudiosos têm chamado as crises do nosso século de “crises sistêmicas”: a mudança climática, a diminuição da biodiversidade e a intoxicação de organismos com produtos químicos (incluindo os nossos) afetam a vida de todas as pessoas, ainda que em graus distintos, a depender da vulnerabilidade das populações (e seu acesso – ou falta de – à saúde, moradia e outros direitos). Epidemias e pandemias, aliás, também estão conectadas a essa discussão. Estudos têm apontado que a degradação ambiental e a agropecuária de alta escala criam um ambiente que favorece a mutação e transmissão de vírus para a nossa espécie. Outro tipo de relação entre meio ambiente e pandemia que tem sido apontada são os impactos ambientais do isolamento social, decorrente da covid-19, como é o caso da melhora, ainda que transitória, da qualidade do ar. Essas duas questões, juntas, apontam que não só podemos como devemos tomar, com urgência, decisões para mudar a nossa rota coletiva e, assim, evitar o aprofundamento dessas crises sistêmicas. No âmbito das cidades, devemos formular e adotar soluções de sustentabilidade urbana. Isso é especialmente importante porque se estima que em 2050 mais de 2/3 da população mundial irá habitar áreas urbanas e que a maioria desse crescimento urbano ocorrerá em países em desenvolvimento. Com o aumento de demandas por bens e serviços nas cidades, será importante, mais do que nunca, pensar novos modos de tornar a produção e o consumo mais inclusivo e menos prejudicial ao meio ambiente. Não por acaso, um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU é “tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis”.  Mas como podemos enfrentar esse grande desafio que está colocado a nossa frente? Sem dúvida, a resposta não é simples, mas avalio que a tecnologia e a inovação, muitas vezes utilizadas para aprofundar modelos produtivos e padrões de consumo predatórios, devem ser aliadas nesse processo. Cidades inteligentes e humanas devem desenvolver políticas e ações voltadas para esse fim. Adotar uma gestão responsável e consistente de resíduos sólidos, incentivar negócios de impacto socioambiental positivo, prover ou fomentar formas de transporte urbano mais ecológicas, incentivar adoção de soluções de responsabilidade ecológica pelas empresas, garantir habitação digna e saneamento básico a todos, promover a redução de desigualdades, qualificar políticas para prevenção de desastres, melhorar a prestação de serviços públicos, fortalecer a economia local e cuidar de suas áreas verdes são alguns exemplos importantes. A boa notícia é que muitas pessoas já estão lutando para que isso se torne um compromisso global. Um exemplo importante disso é a Nova Agenda Urbana, resultante da Habitat III, a Conferência das Nações Unidas sobre Habitação e Desenvolvimento Urbano Sustentável. É nossa tarefa, como Município, pensar em como transpor essas diretrizes para nossa realidade local, além de valorizar iniciativas já existentes nos nossos territórios que contribuem para esses objetivos.  É urgente pensarmos novos modelos de desenvolvimento sustentável e nossa cidade precisa discutir como pode executar essa tarefa coletiva. A proteção do meio ambiente demanda não apenas uma mudança cultural, mas também soluções em diversos níveis (municipal, estadual, nacional e transnacional) e por diversos atores (empresas, governos e sociedade civil). Apesar da necessidade dessa mudança global, precisamos também nos responsabilizar, juntos, na esfera local, traçando estratégias de longo, médio e curto prazo e também levando a preocupação ambiental para todas as políticas setoriais municipais. Para podermos conversar mais sobre este assunto tão relevante, convido todas e todos para discutir na próxima segunda-feira, 1º de junho de 2020, às 18h, no webinário “Tecnologia e Meio Ambiente: Inovação e Cidades Sustentáveis”, com Sophia Picarelli, Gerente de Biodiversidade e Mudanças Climáticas no ICLEI, rede global formada por mais de 1.750 governos locais e regionais comprometidos com o desenvolvimento urbano sustentável. O evento será transmitido pelo meu perfil do Instagram. Participe!
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Biografia

Daniel Annenberg nasceu e cresceu na Zona Central de São Paulo, depois se mudou para a Zona Oeste, onde mora até hoje. De família judaica, descendente de imigrantes russos e poloneses, teve uma educação de valores humanistas. Seus pais o inspiraram a trabalhar pela justiça, igualdade e cidadania.

Estudante dedicado, sempre foi bom aluno e gostou de ler - hábito que mantém até hoje.

 

VALORES

Consciente dos desafios de sua época - como a desigualdade social, os altos índices de violência e pobreza - e motivado em melhorar a qualidade de vida nos centros urbanos, Daniel estudou Economia e Jornalismo, mas se formou em Administração Pública na Fundação Getúlio Vargas (FGV) e Ciências Sociais na Universidade de São Paulo (USP). 

Seu interesse pela vida real dos moradores da cidade o levou a realizar, no último ano da FGV, uma pesquisa qualitativa inédita sobre hierarquia e convivência nos cortiços de São Paulo, moradias populares que geralmente sofrem de descaso do poder público e da sociedade.

 

VOCÊ SABIA?

De 1984 a 87, Daniel colaborou como repórter especial investigativo para o premiado livro-reportagem “Rota 66, a História da Polícia que Mata” (Editora Globo, 1992), do jornalista Caco Barcellos, que escreveu: “Paciência. Persistência. Organização. São virtudes fundamentais que Daniel Annenberg me ensinou a exercitar no esforço para identificar os desconhecidos.” *páginas 138-39 

Na época, Daniel desenvolveu um sistema de cruzamento de informações para catalogar e identificar as vítimas até então desconhecidas. A criação deste banco de dados permitiu a identificação de 4.179 pessoas mortas por violência.

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Depoimentos

Daniel Annenberg é um gestor público com um relevante acervo de realizações que se traduziram na melhoria da condição de vida da população do nosso estado e da nossa cidade, por obra dos processos de desburocratização que coordenou e implantou e que são exemplos: o Poupatempo e a modernização do Detran.

Tem sido bem-sucedido na sua atuação porque sabe se valer da tecnologia inovadora para assegurar o democrático atendimento da cidadania. É muito importante que esta visão, na qual o conhecimento e o espírito público se mesclam esteja presente na Câmara de Vereadores e agregue, no dia a dia das suas múltiplas responsabilidades, uma dimensão própria de qualidade que estará a serviço da população paulistana.

Estas são as razões fundamentadoras do respaldo e apoio que merece a candidatura de Daniel Annennberg à Câmara dos Vereadores na próxima eleição.

Celso Lafer
Ex-ministro das Relações Exteriores e membro da Academia Brasileira de Letras

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